A mídia vive tentando MENTIR para nós dizendo que quem pode destruir muito é poderoso. Vemos carros explorindo, aviões explodindo, vemos asssassinos sendo venerados, vemos a pessoa demonstrando seu poder na destruição. Chefes malvados acabando com a autoestima de candidatos em reallity shows, robôs gigantes explodindo a terra, a destruição está vem voga.
Mas eu me questionoso.
O que é mais difícil, pisar em uma planta ou cuidar para que ela cresça até virar uma árvore?
Levar uma criança a consumir drogas ou educá-la dia após dia para que se torne alguém útil para os outros?
Conseguir roubar o marido da outra em uma noite de puro sexo ou criar um relacionamento duradouro de muito amor?
Construir uma parede ou destruí-la a marteladas?
Eu sei como quebrar pratos, basta jogá-los no chão, sei como criá-los?
Eu sei como destruir obras de arte, basta jogar tinta nelas, sei como criá-las?
Eu sei como fazer os alunos darem gargalhadas de um palavrão, mas luto para ensinar boas coisas a eles todos os dias.
Eu sei como matar uma pessoa, na verdade, pela TV, vi infinitas formas pelas quais eu poderia matar, mas onde está o verdadeiro valor, matar ou dar a vida? dar suporte à vida?
Por que motivo a mídia insiste em valorizar mais a destruição se é tão obvio a quem pensa por um segundo que muito mais poderoso é quem sabe construir do que quem sabe destruir???
Leo do Avesso
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Quando a gente vive na pele (debate sobre o aborto)
Outro dia fui surpreendido por uma pessoa por quem eu tenho muito apreço palavras de ódio contra pessoas que cometem aborto. Essa pessoa de forma irada declarava que quem praticava aborto era assassino, que arderia nos mármores do inferno, que seriam a pior corja da face da terra. Bem, sem dúvida vocês já ouviram falar essas declarações muitas vezes, então nada de espantoso. Há sempre algum fanático falando contra o aborto. Acontece que a pessoa em questão aqui é a pessoa mais liberal que eu conheço, completamente aberta com relação a praticamente tudo, mas com uma opinião ultra conservadora com relação ao oborto.
A questão é que era muito fácil a compreender. Tendo tido uma gravidez na adolescência, largada pelo pai da criança assim que descobriu da gravidez, sendo perseguida em casa, na escola, etc.Essa pessoa, corajosamente decidiu levar a gravidez adiante, mesmo contra a família. Foi forçada e enganada por seus próprios pais a tomar chás abortivos, sofreu horrores, mas conseguiu ter seu filho, que foi o maior motivo de sua alegria até os dias de hoje. Essa pessoa que sofreu horrores similares a muitas das pessoas que optam pelo abordo e foi praticamente forçada a fazê-lo, sendo obrigada a fugir ou então apenas rezar quando foi medicada a força, vê todos os que de boa vontade opta pelo aborto como assassinos. Vê neles ela própria, e vâ no filho abortado seu próprio filho ... então, independente da mais aberta visão do mundo, precisa ter uma opinião parcial sobre o assunto, falando de sua própria vida.
Ao mesmo tempo, conheço uma outra pessoa, menos próxima, que abusada sexualmente na adolescência, optou pelo aborto (mesmo ilegal), seguiu adiante sua vida, anos mais tarde teve seus filhos e crê que foi justamente a possibilidade de escolha que lhe permitu ter uma vida saudável agora, ao lado de seus filhos, sem preconceitos, sem traumas, ao invés de ter uma criança indesejável desiquilibrando toda a família. Neste caso o sofrimento foi inverso, toda a família criticou a postura do aborto, acreditavam que seria um crime contra as leis de Deus e por força da religião chegaram até mesmo a expulsar a menina de casa por sua opção pelo aborto. Para ela qualquer pessoa que tente cercear o direito da mulher a escolher sobre seu próprio corpo é uma ação violenta e autoritária, cabendo a cada pessoa escolher pela sua própria vida e que isso garante, inclusive, a vida saudável dos bebês, nascendo por desejo e não por abuso sexual.
Se são visões opostas sobre o aborto, quem está certo? Que tal as duas? As duas pessoas aqui estão profundamente corretas quanto ao que acreditam e os motivos pelo qual acreditam nisso. Isso não faz, na minha opinião, que a verdade seja simplesmente relativa. Ambas querem vida e liberdade, apenas possuem experiências diferentes sobre isso. É muito complicado lidar com pessoas. É muito difícil conseguir não julgar. Às vezes a sabedoria resite muito mais em tentar compreender o outro do que expor o seu ponto de vista. Somente entendendo é que conseguiremos realmente expor para esse alguém o que pensamos de fato.
A questão é que era muito fácil a compreender. Tendo tido uma gravidez na adolescência, largada pelo pai da criança assim que descobriu da gravidez, sendo perseguida em casa, na escola, etc.Essa pessoa, corajosamente decidiu levar a gravidez adiante, mesmo contra a família. Foi forçada e enganada por seus próprios pais a tomar chás abortivos, sofreu horrores, mas conseguiu ter seu filho, que foi o maior motivo de sua alegria até os dias de hoje. Essa pessoa que sofreu horrores similares a muitas das pessoas que optam pelo abordo e foi praticamente forçada a fazê-lo, sendo obrigada a fugir ou então apenas rezar quando foi medicada a força, vê todos os que de boa vontade opta pelo aborto como assassinos. Vê neles ela própria, e vâ no filho abortado seu próprio filho ... então, independente da mais aberta visão do mundo, precisa ter uma opinião parcial sobre o assunto, falando de sua própria vida.
Ao mesmo tempo, conheço uma outra pessoa, menos próxima, que abusada sexualmente na adolescência, optou pelo aborto (mesmo ilegal), seguiu adiante sua vida, anos mais tarde teve seus filhos e crê que foi justamente a possibilidade de escolha que lhe permitu ter uma vida saudável agora, ao lado de seus filhos, sem preconceitos, sem traumas, ao invés de ter uma criança indesejável desiquilibrando toda a família. Neste caso o sofrimento foi inverso, toda a família criticou a postura do aborto, acreditavam que seria um crime contra as leis de Deus e por força da religião chegaram até mesmo a expulsar a menina de casa por sua opção pelo aborto. Para ela qualquer pessoa que tente cercear o direito da mulher a escolher sobre seu próprio corpo é uma ação violenta e autoritária, cabendo a cada pessoa escolher pela sua própria vida e que isso garante, inclusive, a vida saudável dos bebês, nascendo por desejo e não por abuso sexual.
Se são visões opostas sobre o aborto, quem está certo? Que tal as duas? As duas pessoas aqui estão profundamente corretas quanto ao que acreditam e os motivos pelo qual acreditam nisso. Isso não faz, na minha opinião, que a verdade seja simplesmente relativa. Ambas querem vida e liberdade, apenas possuem experiências diferentes sobre isso. É muito complicado lidar com pessoas. É muito difícil conseguir não julgar. Às vezes a sabedoria resite muito mais em tentar compreender o outro do que expor o seu ponto de vista. Somente entendendo é que conseguiremos realmente expor para esse alguém o que pensamos de fato.
Bem x Mal
Quantos sites existem dedicados a serial killers? A mera digitação de "serial killer" no google remete a 64.000.000 de resultados ... é isso mesmo, milhões! Temos a revista Mundo Estranho publicando mensamente a vida de um Serial Killer, temos inclusive uma edição especial lançada ano passado que traz vários outros. Temos centenas de filmes com essa temática. Em especial, entrando dentro da mente dos asassinos, demonstrando a sua inteligência e sagacidade em planejar, a sua coragem em levar adiante o que planejaram, a maestria e dedicação a alguma causa, ou em caso de loucura, a origem das mesmas em algum trauma da infância. Diversos filmes fazem a gente realmente desejar que o assassino se dê bem ... vejam por exemplo esse último da série Silêncio dos Inocentes, nunca antes Hannibal Lecter esteve tão bonzinho e cruel ao mesmo tempo. Ah sim, é claro, não podemos deixar de lado Dexter, o serial killer de serial killers, afinal, assassino que assassina assassino tem 100 anos de perdão, e muita audiência.
O que mais me espanta é .... até hoje ninguém conseguiu me explicar de forma que eu pudesse compreender tal fascinação. Pense bem, se o motivo que leva as pessoas a admirarem os Serial Killers é a inteligência por trás de todo o seu planejamento de ações, cada minúcia, cada fator motivador, o fato como conseguem enganar a polícia por tanto tempo, então, penso eu, deveriam admirar ainda mais os policiais que estavam por trás da investigação que por fim conseguiu vencer a tenacidade do assassino o capturando. Se o que mais fascina é a coragem de ir contra as regras estabelecidas, de disputar contra um mundarel de gente mais bem poderosa e armada do que ele, então deveriam admirar ainda mais a tenacidade de personagens como Gandhi, que conseguiu a independência de dois países, contra a maior potência do mundo na época, sem guerra, ou o garoto que sozinho parou uma fileira de tanques na China. Por que motivo esses são esquecidos? Se o que mais fascina é a dedicação constante do serial killer, que tem o seu ideal acima de todas as outras coisas, então talvez valesse a pena um grande memorial a todos os trabalhadores que sobrevivem e sustentam heroicamente suas famílias com um salário mínimo, mulheres mães solteiras que trabalham e estudam, verdadeiros heróis, quase nunca retratados por filmes.
Seria então única e exclusivamente a maldade interna das pessoas que motiva a fama dos serial killers? Apenas a maldade e perversidade humana? Será que todos possuem desejos assassinos e admiram os serial killers por darem vazão a esses desejos? Talvez essa até seja a resposta, mas sinceramente não estou disposto a crer nela.
O que mais me espanta é .... até hoje ninguém conseguiu me explicar de forma que eu pudesse compreender tal fascinação. Pense bem, se o motivo que leva as pessoas a admirarem os Serial Killers é a inteligência por trás de todo o seu planejamento de ações, cada minúcia, cada fator motivador, o fato como conseguem enganar a polícia por tanto tempo, então, penso eu, deveriam admirar ainda mais os policiais que estavam por trás da investigação que por fim conseguiu vencer a tenacidade do assassino o capturando. Se o que mais fascina é a coragem de ir contra as regras estabelecidas, de disputar contra um mundarel de gente mais bem poderosa e armada do que ele, então deveriam admirar ainda mais a tenacidade de personagens como Gandhi, que conseguiu a independência de dois países, contra a maior potência do mundo na época, sem guerra, ou o garoto que sozinho parou uma fileira de tanques na China. Por que motivo esses são esquecidos? Se o que mais fascina é a dedicação constante do serial killer, que tem o seu ideal acima de todas as outras coisas, então talvez valesse a pena um grande memorial a todos os trabalhadores que sobrevivem e sustentam heroicamente suas famílias com um salário mínimo, mulheres mães solteiras que trabalham e estudam, verdadeiros heróis, quase nunca retratados por filmes.
Seria então única e exclusivamente a maldade interna das pessoas que motiva a fama dos serial killers? Apenas a maldade e perversidade humana? Será que todos possuem desejos assassinos e admiram os serial killers por darem vazão a esses desejos? Talvez essa até seja a resposta, mas sinceramente não estou disposto a crer nela.
Por que o bem é retratado de forma tão chata e o mal de forma tão legal?
O primeiro questionamento deste blog não poderia ser outro. Esse não é um questionamento original meu, tantas outras pessoas que já me acompanharam nessa trajetória de vida já compartilharam comigo essa mesma forma de pensar. Parece óbvio, olhamos no cinema, por muitas vezes os vilões é que são realmente interessantes. Revistas dedicam páginas ou até edições especiais a serial killers, mas raríssimas vezes aos heróis que se dedicaram a caçá-los. No ditos reallity shows, todos querem ver dar barraco, briga, etc. Até mesmo em jogos como The Sims há como se colocar traços de personalidade malignidade, onde a pessoa fica de bom humor quando os outros se dão mal.
Os personagens mais aclamados do cinema são aqueles que demonstram claramente esse lado, ainda que lutem contra ele. De vampiros com seu desejo de sangue ao mesmo tempo que tentam manter sua humanidade, a lobisomens que despedaçam pessoas mas tentam demonstrar amor, já demonstrava o médico e o monstro, décadas atrás, a luta entre o bem e mal dentro de nós. Da transformação feminina em grease aos ídolos do rock. .... por que gera-se essa fascinação pelo mal, ainda que seja aquele mal com lampejos de bondade? Seria tão e simplesmente o desejo de se sentir especial? Uma vez que se a pessoa é má com todos mas boa consoco isso demonstra um valor muito maior com aquele que é bom com todos não? Ou haveria algo de podre no reino da Dinamarca?
Não há aqui respostas, apenas questionamentos, na verdade, como bem me conheço, esse será um dos principais questionamentos levantados nos posts que aqui farei.
Assinar:
Comentários (Atom)